Monthly Archives: March 2014

Chamada para adoradores brasileiros – louvem a Deus com a sua cultura

Nesse periodo estou numa classe chamada “Fazendo Teologia em Contextos Globais” aqui na Fuller. A classe tem literalmente revolucionado minha teologia me forçando a entender quem eu sou e de onde eu vim. Para aqueles que não me conhecem, nasci e morei no Brasil até os 15 anos de idade quando me mudei para os Estados Unidos. Mesmo aqui por muito tempo, ainda carrego dentro de mim essa identidade brasileira. Acima de tudo, na questão da fé, sou filho da igreja evangelica brasileira – a quem eu devo muito.

Uma das grandes descobertas nesta classe tem sido a prevalencia do colonialismo dentro da igreja. Deixe-me explicar. Quando paramos para pensar, nossa cultura, economia e politica continua enraizada no processo colonial. Isso se manifesta em várias formas mas principalmente na mentalidade: “Se vem da Europa ou dos Estados Unidos então é melhor.” Isso nos faz uma sociedade de copiadores ao invés de criadores. Não que não haja originalidade no Brasil mas a tendencia para copiar é sempre mais forte do que a tendencia de querer criar algo novo, nativo, emergindo da realidade brasileira.

O mundo evangélico segue esse modelo a risca. A literatura que lemos vem de fora. Os métodos que usamos também vem de fora. A teologia que domina, com certeza também vem de fora. Na mentalidade evangélica, com tanto que algo seja “bíblico” não interessa a sua providencia (aliás isso em si em pensamento que também vem de fora). Porém poucas áreas sofrem mais com esse problema do que a música evangélica. A maioria das músicas cantadas em nossa igreja são traduzidas. Até as músicas compostas no Brasil, soam muito parecido com Hillsong. Isso é simplesmente trágico, roubando nossa igreja do novo som oriundo de nossa cultura.

Isso não é só um problem de ser relevante. Não precisamos de uma música que louva a Deus em sons brasileiros só com o objetivo de alcançar mais pessoas para Cristo. O problem é bem mais profundo. Ao propagar uma arte importada, nós rejeitamos nossa própria identidade e perdemos a oportunidade de louvar a Deus com tudo que temos. Acima de tudo perdemos a oportunidade de enriquecer a igreja mundial com sons vindo da amazônia, nordeste, morros do Rio e as calçadas de Salvador.

Pois então, aqui vai uma proposta. A pergunta que pode surgir é por onde começar? Esses hábitos estão tão entrenhados que é difíci começar com algo novo. Aqui vai algumas sugestões:

– Primeiro – Pare de ouvir música evangélica estrangeira. Faça um experimento e fique um mês sem ouvir o tipo de música que você ouve normalmente.

– Segundo – Entre num compromisso de oração com outros artistas pedindo a Deus por novos sons e novos ritmos.

– Terceiro – Volte a os salmos. Leia-os diariamente e medite em suas palavras, emoções, linguagem, etc. Não se limite a interpretaçõe imediatas mas permita o Espírito Santo lhe falar através destas palavras.

– Quarto – Busce novos sons e novas música. Explore instrumentos diferentes. Pesquise na Internet, fale com amigos, vá aonde Deus te mandar. Aqui tenho que enfatizar algo: não fique limitado a música que fala de Deus somente. Explore TODAS as músicas (sempre com discernimento mas também com coragem que o verdadeiro autor da música é o Deus vivo). Ouça pagode, funk, samba, frevo, o que estiver a sua volta. Volte a suas origens e procure por sons que expressam a relidade da comunidade em volta de você.

Há alguém aí disposto a tomar este desafio? A criação espera por esses novos gemidos e canticos de louvor a Deus vivo.

Responding to an evangelical review of the Noah Movie

When you live close to tinsel town, somehow you start paying more attention to movies. Believe me, it is inescapable. I often get notices at work of streets closing because of some filming event. I never watched (or really cared about) the Oscars yet watched the whole thing last Sunday (and actually enjoyed it a little).  So, I was intrigued by a recent review of the upcoming movie Noah posted in Christianity Today. In it, Dr. Johnson outlines five negative features of the film. His review exposed more his own theological assumptions than the problems of the movie itself. Let me explain.

His first claim is that the movie’s portrayal of Noah, “does not ring true.” Dr. Johnson takes issue of when the movie shows a “darker” side of Noah who is struggling with the evil of humanity. In the theologian’s view, this does not sound like the Biblical Noah who is called “righteous” in the Bible. This then begs the question: Do righteous people never struggle with sin and or anger against evil? It sounds like the Noah does not fit the “Sunday school” picture of Noah as opposed the true biblical Noah. Now really, if the Bible is not shy in showing the sins of the righteous why are we so worried about portraying them as perfect?  So, instead of asking whether the movie’s Noah rings true, I start wondering if Dr. Johnson’s Noah is true.

His second negative feature is that the “environmental agenda is overdone.” That is, the movie shows Noah more concerned with environmental degradation then moral sins (sex and violence). What I find profoundly ironic (and a little sad) was the theologian’s inability to connect violence and environmental abuse. To quote him: “The textual emphasis is on “violence.” Not a word about hunting or mining; knowing this, the environmental agenda feels phony.” Really? So violence against humans is a sin but against the environment is not? Could it be that the movie is shining a light on a blind spot of our Western colonial theology that believes that one should respect human life but has no concern for any other type of life? I found it intriguing how he could not connect hunting and mining with violence. Not to say that these are sinful practices yet their abuse certainly constitute a violence of the worst kind; one that has implications not only for the environment but for humans as well. Maybe God is also concerned about the environment.

I could go on, but in trying to keep these posts under 600 words, I’ll stop here. I guess, what I am realizing is that God can speak through unlikely sources. I am not a defender or even a fan of Hollywood. To me, it is an industry beset by the same problems as any other. Yet, I wonder if God could be using prophets within culture and the arts to speak to us about what we have neglected for so long. Could it be that our theology is too small to accommodate a serious critique of environmental degradation as a sinful practice? Are we too busy making Biblical characters look like safe image while at same time denying the reality that they (and we all) struggle with sin?

I have not watched the movie and may change my mind afterwards. I am sure, I’ll find things I don’t like in it. Yet, is that really the point? I would love for any cultural means of art and entertainment to spread Godly ideas and encourage virtue rather than destruction. Yet, does that mean they have to agree 100% with my own evangelical theology?

Lent begins tomorrow. (Will you just give it a try?)

will you?

Prodigal Paul | the long way home

Jesus & The Cross

I grew up in a church tradition that did not take seriously the Christian Church Calendar. Even as I went to college and moved into communities that took some level of tradition more seriously (which was usually limited to quoting Puritans and Reformers in sermons), the Church Calendar wasn’t that big of a deal. It was seen as something sort-of cool that could be incorporated into the already established life of the Church; a buffet from which leaders could pick and choose some aspects that might be helpful in organizing some sermon series or songs. But it certainly wasn’t seen as something that a church should actually incorporate itself into, or build it’s own rhythm around.

I’ve had the privilege of having this paradigm rocked the past several years at my church, and have fallen in love with the Church calendar. It influences much of the rhythm and timbre…

View original post 812 more words